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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Nunca trate com Prioridade, quem te trata como Opção.




O amor, embora seja um verbo, antes de uma emoção, é uma daquelas áreas nas quais todos nós gostaríamos de controlar os dois lados da equação, mas só podemos controlar o nosso lado. E torcer.

Um romance, exige que os dois queiram dar um passo em direção ao futuro misterioso todos os dias – juntos. Mesmo que seja para sofrerem juntos, desafiando os problemas.
Há momentos nos quais você deve olhar bem para aquela pessoa que está tratando você apenas como uma opção, uma alternativa temporária, e deixar de ter a vida dela como sua prioridade. Algumas vezes, ser a pessoa ideal não é o bastante. Especialmente, quando o outro lado da moeda tem uma lista de prioridades enorme, e você aparece em um ingrato 256° lugar.


Naturalmente, há momentos nos quais um amor não pode lhe dar atenção. Há altos e baixos em qualquer vida, por isso não devemos assumir o pior, apenas por um problema temporário. Mas, há também situações nas quais você precisa entender que talvez haja muito mais dentro de você do que a outra pessoa nota ou dá valor.

Lembre-se: Não trate como prioridade quem te trata como opção. Dê todas as chances que puder. Mas, quando não houver mais o que fazer, não faça. Pare de tentar. Você saberá quando a hora chegou. Você saberá quando já tentou tudo.

Você merece ser prioridade de alguém. Você merece ser o rei, ou a rainha, e não o vassalo, ou vassala. O amor é um jogo de “iguais de coração”.
A rêmora vive grudada na carcaça de algum tubarão, não porque gosta do tubarão, muito menos porque o tubarão gosta dela, mas porque assim pode se alimentar das sobras do alimento do tubarão. Então, novamente que vantagem intelectual o ser humano tem sobre a rêmora quando age de forma tão similar?

Se você vai dividir sua vida com alguém, este alguém precisa ser a sua prioridade, e você a dela. Se assim não o for, então que vantagem há em se viver junto? Vantagem financeira? As despesas da casa ficam menores? Você economiza combustível?
A vida é muito breve para ficar perdendo tempo com alguém que te deixa na posição 256 na lista de prioridades.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O que não é amor.



Definir o amor é quase impossível, sentimentos em geral são muito difíceis para serem definidos. Mas o que não é amor?


Possessividade não é amor. Amor é livre, não precisa de um contrato de posse. Paixão não é amor, é efêmera, passa - um sentimento excessivo quase descontrolado e parcial.


O que não pode ser amor é a falta de respeito, a invasão à privacidade alheia em nome do “amor”, fuçar, mexer onde não lhe pertence, atender telefones, mexer em bolsas ou carteiras sem a devida permissão.


Ciúme, outro sentimento que se diz “em nome do amor”.O amor não tem espaço para ciúme, o ciúme apenas demonstra a insegurança de quem sente e a falta de confiança em si mesmo. É a outra face da possessão, acreditar que alguém lhe pertence.


Inveja não é amor. Muitos casais competem entre si quando na verdade deveriam trabalhar juntos por objetivos em comum. Unir-se ao invés de tentar descobrir quem é melhor. Cada um pode ser bom em algo que o outro não seja tanto e é exatamente aí onde um irá ajudar o outro a crescer.


Desconfiança não é amor. Amar é confiar, entregar-se. No amor você confia e isso significa deixar a pessoa ter uma vida independente da sua, ter asas pra voar, estar ao seu lado e não ser dependente, o amor não depende, o amor só cresce solto. Não adianta achar que uma coleira garantirá seu amor, o amor só será garantido quando construído em bases firmes e sólidas, pouco a pouco.


Sexo não é amor, e sim consequência de um amor, quando aprendermos isso, sentiremos muito mais prazer, mas não um prazer físico e sim o prazer que um amor verdadeiro pode trazer.


Talvez descobrindo várias coisas além destas que não são amor, podemos chegar perto do que seja um verdadeiro amor, a definição é claro, pois o amor, só depende de nós.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mistérios do Coração




Acreditamos que o coração tem seus mistérios...
Porque gostamos de quem nos ignora?
Porque amamos quem não faz por merecer?
Porque temos receio de buscar a felicidade com medo de sofrer?
Chorar por um amor bandido...
Brigar por um amor maldito...
Fugir de um amor impossível...
Porque nos maltrata o coração?
Se o coração entra em conflito com a razão
Nos tornamos reféns de nossa própria vida!
Nos acorrentamos aos grilhões do amor
E passamos a vida a sofrer por essa imensa dor!

BUSCAR a felicidade é a razão de nossas vidas...
ENCONTRAR a felicidade é uma dádiva...
VIVER a felicidade é um longo aprendizado...
MANTER a felicidade é o grande enigma da humanidade!
Como fazer para não amar a pessoa errada?
Como fazer para encontrar e manter a felicidade?
Como fazer para encarar o medo do sofrimento?
Sorte? Disciplina? Não existe solução?
Será que algum dia, talvez, os mistérios do coração nos serão revelados?.... o que fazer então?Viva o momento!!!!A vida é feita de momentos felizes e tristes...
Viva intensamente os felizes; sem medo do amanhã...
Tente minimizar os tristes; colha os ensinamentos de seus erros!
Nunca deixe o medo e o negativismo comandar a sua vida.
Quem vive em cima do muro não aprende a encarar os momentos de sofrimento...
Quem vive em cima do muro não aprende a conservar os momentos de felicidade...
Com medo de sofrer acaba não sorrindo...
Com receio de sorrir se abriga na tristeza!
Quem vive encima do muro não aprende a lutar por uma vida mais feliz!!!!!
Para entender os mistérios do seu coração comece escutando o que ele tem a dizer...
Cada coração tem seus próprios mistérios.
Escute a essência dos seus anseios...
Sem conceitos pré concebidos, sem interpretação, sem medo!
Para ser feliz é necessário saber sofrer...
Para saber sofrer é necessário ser feliz...
Para superar o sofrimento é necessário buscar a felicidade!
O grande mistério do coração é que não existem mistérios!
Apenas devemos aceitar que precisamos continuar seguindo...
Buscar os nossos sonhos...
Acreditar que sofrimento e felicidade são partes de um mesmo ciclo...
Que nunca termina; nem mesmo com a morte...
Pois está na essência (alma) do ser...
E faz parte desse fantástico sistema chamado "VIDA"!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Bom relacionamento entre colegas de trabalho.

Além de nos relacionarmos bem com nossos familiares e amigos, precisamos cuidar dos relacionamentos junto aos colegas de trabalho. Afinal, é no trabalho que passamos a maior parte de nosso tempo. Existem vários tipos de pessoa, vários temperamentos, atitudes, etc. São as diferenças individuais. Experimente lidar com alguns tipos comumente encontrados da seguinte forma:

Amargurado: Dê-lhe uma palavra de conforto, de apoio moral, pois isso conquistará não só a simpatia dele, mas também a dos outros. Uma das técnicas de relação humana de maior poder é a bondade.
Atrevido: Encurte a duração do contato, dando urgente solução ou breve encaminhamento ao problema ou assunto de seu interesse.
Complexado: Evite tocar em seu ponto fraco, fazer chacotas, brincadeiras, colocar apelidos, etc.
Apressado: Tenha destreza no atendimento: se não puder despachá-lo logo, pelo menos mostre que está fazendo o máximo para isso.
Conhecido: Seja cortês sem que, no entanto, sejam ultrapassados os limites da discrição e do respeito mútuo.
Desconfiado: Prefira o recurso da sugestão, falando com firmeza.
Desorientado: Dê orientação detalhada, seja persuasivo.
Distraído: O jeito é ser um tanto insistente, repetindo informações, etc.
Fraterno: Não se limite a retribuir gentilezas, algumas vezes tome a iniciativa da amabilidade.
Inibido: Seja paciente e o ajude a “sair da casca” fazendo-lhe perguntas de fácil resposta.
Maledicente: Convém distinguir os que são apenas bonachões dos que são maledicentes. Com os maledicentes, que são os “fuxiqueiros”, nada fale e, se possível, ouça menos.
Perturbado: A situação foge do âmbito da normalidade. Dependendo do teor da perturbação, pode-se convidar a sentar, oferecer um cafezinho e chamar a chefia superior para atendê-lo.
Presunçoso: Quando já não suportar suas constantes exibições, não se dê ao esforço inútil e perigoso de dizer o que ele merece ― adote simplesmente a política do distanciamento.
Vaidoso: Seja caridosamente indiferente, deixando-o em paz com sua doce e débil fantasia de genialidade.
Zangado: Antes de tudo, ouça; deixe-o falar sem estabelecer discussão... Depois de ter escutado tudo tranqüilamente, inicie a troca de idéias aceitando os seus sentimentos. A seguir, externe palavras de apreço, destacando a educação que ele manifesta em ouvi-lo.
Exponha então seus pensamentos ordenadamente, de maneira impessoal e com clareza, pois o importante é você ser compreendido.
Dê oportunidade a ele de fazer indagações. Se for contestado, ouça novamente com serenidade e recomece percorrendo o caminho crítico até aqui descrito. Vez por outra se refira a ele pronunciando-lhe o nome.
Esgotados os seus argumentos apele para a nobreza que ele talvez não tenha, mas apreciará demonstrar possuir. Se ao cabo de todas essas manobras ele ainda continuar zangado, das duas uma: ou “ele tem mesmo toda razão” e neste caso somente lhe resta pedir desculpas, agüentando as conseqüências, ou ele está perturbado, e aí precisa ser ajudado.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Novos Amores virão, e olha que podem ser bem melhores!!!!


Um dia pintou o amor em sua vida. E você viveu este amor em toda sua intensidade, se entregou por inteira e passou noites suspirando por ele, completamente enfeitiçada.
Também pudera: era o homem de sua vida e por mais que tentasse jamais conseguia se imaginar vivendo sem ele. Sim, ele era a sua metade, sua alma gêmea (argh!!!), um homem cujo destino, acreditava, compartilharia até o fim, pois estava escrito nas estrelas.

Mas um dia veio o chute na bunda. Ploft!!!

Assim, sem mais nem menos, ele disse que não queria mais e se mandou. Que sacanagem... Justo você, uma mulher apaixonada, que fez tudo por ele, que deixou de fazer porradas de coisas só para agrada-lo, de uma hora para outra se encontra abandonada, com o coração partido, chorando por dentro, enquanto curte uma fossa regada à música brega e Cinzano?

Fala a verdade: não te bateu um desespero, uma sensação de que nunca mais iria encontrar outro homem como ele, alguém capaz de amar com todo o seu coração? Puts! Não se sentiu como se tivesse acabado de perder um bilhete premiado da loteria?? Lógico, você perdeu "o cara"!!

Só que vou te contar um segredinho que fará com que saia desta prostração:
As chances do segundo grande amor ser melhor que o primeiro são imensas.
Bem...isso se você não for do tipo "viúva de homem vivo" - estas carpideiras que passam o resto da vida chorando por um macho que se mandou, há muito tempo, desde a época em que os Menudos faziam sucesso. Vixe! Aí já é caso para internação, com choque elétrico na testa, porque tem mulher que resolve sofrer por uma questão de estilo de vida. Sim, ser uma coitadinha é um estilo de vida.

Por mais que possa achar o fim do mundo, todo amor acaba.

E se bobear, daqui um tempo, depois de sofrer muito por não aceitar o final, seu o bom Deus quiser, pode ser que você um dia sinta muita, mas muita raiva das merdas que está fazendo: "Não era eu!! Era outra Zulmira que corria atrás e chorava como uma alucinada!"

Ou então você pode cair na gargalhada. Sim, vai bater aquela vergonha, você vai se perguntar "como pude ser tão burra", mas vai se matar de rir por causa de toda sacanagem que se fez. Agora, se nem Ele conseguir te abrir os olhos...

E sabe por que isso acontece? Oras, porque todos crescemos e aprendemos com nossos relacionamentos, seja pela inteligência ou na base da porrada.

Sem contar que a primeira paixão sempre ocorre em uma fase onde estamos ainda verdes, cheios de inseguranças, ou seja: somos imaturos emocionalmente.

Mas nem todas as mulheres conseguem ser feliz no segundo amor porque ainda estão a procura de um subsitituto. Então elas arrumam outro enrosco igualzinho ao primeiro: chucro e com todos os defeitos. Claro, tudo para que possam reviver um inferno. Então, percebeu agora como realmente é um estilo de vida?

Alias, de repente o cara nem é ruim, não tem nada de cafajeste, apenas não vai mais com sua fachada.

Só que para você isso é um crime, porque ele jamais poderia deixar de te amar! Arre! Tem mulher tão purgante, tão grudenta, que o cara até se esconde para não cruzar com ela na rua. Claro, ninguém agüenta passar pelas mesmas cenas o tempo todo: "Volta pra mim!!! Você vai se arrepender por ter me deixado!! Se eu te pegar com outra eu corto sua cara!!...Mas eu te amo tanto..." Vai de retro, alucinada!!!

Mas é lógico que existem aquelas que levam um chute de um carinha legal. E elas arrumam outro que também é bonzinho e carinhoso como o primeiro, só que sem nenhum pingo do amor que esperavam receber.

Mas se ele é igual, por que não amá-la da mesma maneira que seu primeiro amor?
Mas ele é outro homem, criatura!! Homem não é igual a biscoito, que você escolhe pela embalagem porque já sabe o qual é recheio.

E é neste ponto que o barato fica mais louco, sabia? Pois o homem que você irá amar, aquele que irá surgir em sua vida quando estiver amadurecida emocionalmente, mais inteligente e seletiva, será completamente diferente dos seus primeiros amores.
Bem, isso se algum dia você realmente amadurecer, claro.

Sim, porque estou cansado de ver mulheres que já cruzaram o Cabo da Boa Esperança, mulheres aparentemente maduras, mas que ainda se comportam como se estivessem com 15 anos.

Chocou? Ficou passada? Nem pode imaginar amar um homem completamente diferente de sua alma gêmea (argh!)? Afinal, é possível amar outro homem que não seja um Deus para você? Só que ele pode ser fodão hoje, mas amanhã será apenas uma lembrança de um tempo em que confundia amor com deslumbramento.

Vai por mim, minha pobre alma perdida em um turbilhão de paixões (nossa, como eu estou criativo...Deve ser a Lua mudando de fase.), quando atingir um certo grau de maturidade, homens como este seu ex-benzão serão tão superficiais...

Mas a regra do amor oposto nem sempre é uma maravilha. Da mesma maneira que mulheres crescem e passam a não dar mais valor à alguns homens (lixos), existem sempre aquelas que fazem o caminho contrário, trocando homens de verdade por "curva de rio".

E quando mulher fica viciada em cafajestes não tem jeito. Pode fazer de tudo para tentar abrir os olhos da infeliz, mas ela não abre mão do seu amor.
Sabe como é: ser capacho também é um estilo de vida!

Como esquecer um grande amor!


Livre-se de uma grande encrenca!

Você foi deixado. Levou um pé-na-bunda assim, sem mais nem menos, de uma hora para outra. Justo no momento em que achava "agora vai". Você nunca se sentiu tão feliz ao lado daquela pessoa; era capaz de buscar água na peneira para ele (ou ela), comprar a lua ou as estrelas, mesmo que isso implicasse um financiamento a perder de vista com juros de 7% ao mês. E eis que você dorme ouvindo um cintilante "eu te amo" e acorda com um "não dá mais".

Pobre criatura. Seja bem-vindo ao time dos enjeitados. Se serve de consolo, o primeiro fora é o pior. Depois, você acaba aprendendo a cair, a se levantar, sacudir a poeira e ir dançar mais um frevo. Mas até lá, vai ser dose. Você vai chorar todas as suas pitangas, vai falar dele (ou dela) em todas as rodas e no dia-a-dia para quem se aproximar de você, seja o padeiro da esquina ou o guarda de trânsito ― que veio te multar porque você não pára de chorar ao volante, não vê que o sinal abriu e fechou pelo menos umas três vezes e está atravancando toda uma fila de carros que buzinam lá atrás, sem contar que quase atropelou a velhinha com os dois poodles, pouco antes.

O pé-na-bunda de um abduzido é a coisa mais triste que pode haver em termos de relacionamentos amorosos. Triste porque ao longo da abdução o sujeito jogou o amor-próprio no lixo, submetendo-se às vontades do outro mais do que deveria. E agora, vai ter que voltar à lata de lixo, revirá-la até encontrar seu velho e puído amor-próprio novamente.

O abduzido não é um amante maduro. É aquele que quando dá por si, deixou de ouvir o rock de que tanto gostava, de ver os filmes cult ou os jogos de futebol, de vestir-se como sempre vestiu só porque Fifonho (ou Bodoquinha) não gosta. É aquele cara que se vê, certo dia, assistindo ao Domingo Legal no sofá da namorada (ou do namorado), com tios, primos e o papagaio do cônjuge, depois de um almoço-família, cujo menu inclui a famosa geléia de mocotó da matriarca e o frango na cerveja da tia gorducha de pele oleosa.

O abduzido geralmente é feliz em sua santa ignorância e acha que as reclamações de parentes e amigos quanto ao seu sumiço não passam de implicâncias com sua "alma-gêmea". Ele não consegue ir até o ponto de ônibus sem a ciência dela. Viajar com a turma, encontrar os amigos numa festa ou bar sem a presença dessa figura vigilante e onipresente, então, nem pensar. Ainda assim, o sorriso abestalhado que o abduzido estampa na cara não se desfaz nem mesmo quando Fifonho (ou Bodoquinha) o xinga ou o repreende em frente aos outros. Para se ter noção da dimensão do problema: ele chega a achar que flores de plástico são lindas.

Inevitavelmente, chega o dia em que o cônjuge se cansa de tanta servidão, de tanta falta de personalidade. Convenhamos, um capacho não inspira muita admiração. Nesse dia, então, você recebe sua carta de alforria. E ela vem assim, com um gosto amaríssimo, junto com uma bofetada e um ponta-pé. Você fica arrasado, achando que não poderia ter te acontecido coisa pior e acha que será impossível viver sem os maus-tratos a que estava tão acostumado. Mas, vai por mim, depois que a tempestade passar, você vai perceber que foi a melhor coisa que te aconteceu na vida e que se livrou de uma enorme encrenca.

Claro, bem antes disso, você vai olhar para o alto e pensar: "30 andares... deve ser o suficiente". Então, vai subir no alto do Edifício Acaiaca, em Belo Horizonte (ou no Mirante do Vale, em São Paulo; ou ainda no Rio Sul Center, no Rio). Vai encenar essa novela mexicana durante um bom tempo até se tocar que não tem coragem para tirar a própria vida. Mesmo assim, ainda não se convencerá de que era ruim com Fifonho (ou Bodoquinha), melhor sem ele (ou ela).

Os amigos vão tentar te distrair e te chamar para a balada. Mas sua fossa será tamanha que vai afugentar quem chegar perto e, ô meu Deus, até mesmo os amigos vão ter que se revezar para te aturar. Que seja, amigo é prá isso.

Você ainda vai procurar seu ex-amor uma dezena de vezes, ensaiando uma reconciliação ou negociar um tempo, quem sabe... Não, você ainda não entendeu que quanto mais se arrasta, menos há chance de volta. E que, bobeando, o fato de não ter volta seja uma sorte maior do que ganhar a Mega-Sena acumulada por três vezes seguidas.

Depois de um mês sem fazer a barba (ou sem se depilar), você recebe um e-mail de consolo daquela amiga (ou amigo) que não via há anos. Um e-mail simples e curto, mas tão terno que faz você entender que o que recebia da ex (ou do ex) estava mais próximo do tapa do que do afago.

A garçonete do bar, ou o peão da obra da frente, dá uma piscadela e você pensa que não está tão mal assim. Aí você reage. Decide virar a página. Em menos de uma semana, já deu um trato no visual, se inscreveu num monte de curso que vivia dizendo que queria fazer ― inclusive o de gaita de fole, aquele instrumento desengonçado que Fifonho (ou Bodoquinha) sempre achou brega ―, encontra os amigos e resolve distribuir seu amor para a humanidade no carnaval de Diamantina.

Quando finalmente você se sente curado, o maldito Fifonho (ou a Bodoquinha) reaparece como que por milagre. Pensou melhor e percebeu que não pode viver sem você. E o que você faz?

Pára tudo!Este é um momento decisivo, é o clímax de toda a sua curva dramática.

Já disse um sábio chinês que errar uma vez é humano, duas é burrice. Como o próprio termo diz, ex é ex. Já era. Passado, capicce? Toda maneira de amor vale a pena mas, em se tratando de relacionamentos amorosos, uma lei é universal: a da evolução das espécies. É o famoso "a fila anda". Sobretudo se você acaba de sair de uma abdução.

Suas pernas ainda tremem ao encontrar a figura, você sabe que se deixar, acaba tendo uma, duas, todas as recaídas do mundo. A carne é fraca? Então, ponha a mente para funcionar:

1º passo: Corra, Lola! Run, Forrest!

Evite o encontro ao máximo e vá procurar a sua turma. Vá viver! Vocês não têm mais nada para tratar (a não ser que tenham feito filhos no meio do caminho, aí a história é outra). O negócio é fazer as malas assim que sentir a aproximação do ponta-pé e sair correndo sem olhar prá trás. Lá na frente você vai começar a diminuir a toada, apreciar a paisagem, conhecer gente nova e interessante, assuntos instigantes e nem vai se lembrar de onde veio. Lembra o curso de gaita de fole? Pois é, aquilo lá rendeu um contato com a companhia de sapateado escocês Lord of the Dance e, veja só, aquela bailarina ruiva de cabelo cacheado tá te dando mole desde o primeiro ensaio. Fifonho? Bodoquinha? Quem?

2º passo: Ex não é amigo.

Ok, vocês foram o melhor amigo um do outro quando eram namorados. E nada impede que se falem amigavelmente vez por outra. Mas não vá achar que devem combinar saídas e encontros como se nada demais tivesse acontecido. Aconteceu. A casa caiu! E se você foi mesmo abduzido, uma amizade nefasta como aquela não acrescentará nada para a sua evolução pessoal. Deixe os encontros a encargo do destino: atravessando o sinal no meio da rua, xingando no trânsito, essas coisas...

3º passo: Deixe de ser masoquista!

Guardar e ler a cada dois dias as cartas, os e-mails, ver as fotos, ficar remoendo todas as lembranças, manter aquela quantidade de bibelô ou bichinho de pelúcia que só servem para acumular poeira e mágoa... Nada disso vai aplacar a falta que você está sentindo. Pelo contrário, isso só prolonga ainda mais o sofrimento e te faz perder um preciosíssimo tempo produtivo. Jogue tudo fora. Queime essa tralha toda, doe, jogue no rio, faça o que quiser, mas limpe o ambiente.

4º passo: Provocar ciúme pra quê?

Você saiu daquele relacionamento se sentindo a lasca da unha encravada do soldado raso da Primeira Guerra Mundial. Nada mais compreensível que agora queira "dar o troco", mostrar que está bem, que deu a volta por cima. O problema é quando quer mostrar que está melhor que o outro. Você começa a se render a subterfúgios na internet, por meio de amigos para fazer o ex (ou a ex) saber que você agora é secretário pessoal do Bill Gates ou que está "pegando" uma das (ou um dos) modelos do São Paulo Fashion Week. Se você comprar um boneco vudu numa loja de macumba, dá na mesma. Você acaba dedicando horas do seu precioso tempo nessa atividade estéril de continuar roendo o mesmo osso. Não percebe que se continuar na sua pode encontrar um prato de filé mignon mais à frente.

5º passo: Produza!

Quer esquecer alguém? Lembre-se de você mesmo e trabalhe! Trabalhe como nunca trabalhou antes na sua vida. 8, 9, 10, 15 horas por dia. Quando cansar, vá para a academia ou vá pedalar um pouco. Gaste energia numa caminhada. Nos fins-de-semana, divirta-se até desopilar o fígado. Vá ao cinema sozinho. Finalmente você não se sentirá obrigado a assistir aqueles filmes idiotas de ação ou aquelas baranguices românticas. A pipoca renderá mais e, de quebra, você se instrui com filmes edificantes.

6º passo: Não se iluda.

Tudo bem, você terá freqüentes arroubos de carência. Mas não vá achar que sair à caça em bares vai aplacar essa sua falta e te por diante da sua alma-gêmea, a quem você finalmente poderá confiar toda a sua existência e o seu amor. Pode "pegar" dez ou doze numa única noite. A cara-metade que lhe é destinada não estará nessa lista. Quando acordar, aquela ressaca moral e o vazio vão te dar um esfuziante "bom dia". E isso se repetirá ad infinitum, até você entender e aceitar que ninguém aparece na vida do outro para "salvá-lo".

Quando você finalmente aprender a cuidar de si mesmo e se virar, vai acabar topando com outra pessoa em igual condição e então contribuirá para a teoria darwiniana da evolução das espécies. Se não achar que é capaz de tal proeza, ao menos tenha certeza de que Fifonho ou Bodoquinha nunca mais terão assento no seu sofá. Como diria Armstrong (o cara da lua, não o trompetista, por Deus!), isso seria um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Até quando vale a pena lutar por um amor


Muitas vezes, vivemos relacionamentos difíceis, que nos causam muito mais tristezas, decepções e dores do que alegrias e satisfação. Mas, por algum motivo que nem nós mesmos sabemos qual é, insistimos em manter essa relação. Teimamos em tentar de novo, nos agarramos em palavras que não correspondem com a realidade nem com as atitudes tomadas pela outra pessoa. E assim, confusos e perdidos nesta sensação entre o amor que gostaríamos de viver e o que realmente estamos vivendo, não sabemos o que fazer!

Convencidos de que amamos a outra pessoa, nos enchemos de forças e coragem para lutar por ela. Mas, logo depois, percebemos que não há reciprocidade, que a pessoa não está disposta a lutar, a tentar de verdade, a cumprir o que promete e, então, vemos nossas esperanças se diluírem e a nossa dor aumentar ainda mais. Algumas pessoas adoecem, entram em depressão, sentem-se desmotivadas, afastam-se dos amigos, perdem até o emprego por causa de uma relação que mais parece uma tortura, esmagando sentimentos e desejos.

Neste momento, por mais que não queiramos ouvi-la, a pergunta se repete em nossa alma e exige uma resposta: vale a pena continuar? Vale a pena insistir? Será que existe a possibilidade de conquistar essa pessoa definitivamente?

Enfim, creio que a resposta não seja tão objetiva, especialmente porque não podemos prever o futuro com tamanha clareza. No entanto, esta é, sem dúvida, a hora de olhar para nós mesmos e nos respeitarmos, nos valorizarmos e, acima de tudo, nos amarmos. Não tenho dúvidas de que se não fizermos isso, a outra pessoa também não fará. Mas se, ao contrário, decidirmos nos reconquistar, lutar por nós mesmos, enxergarmos o que temos de bom e nos reerguermos, haverá uma saída. Ou seja, ganharemos força e discernimento para descobrirmos a resposta certa: se vale a pena ou não!

Se valer, estaremos prontos para “exigirmos” o que queremos desta relação, mostrando à pessoa que merecemos ser amados, respeitados e valorizados. E ela, se realmente nos amar, estará disposta a nos dar o que merecemos.

Mas se não valer, estaremos prontos para abrir mão deste relacionamento que não nos tem trazido nada de bom, que tem servido apenas para nos deixar angustiados e desesperados com tamanha indecisão, incerteza e incoerência.

Então, se você estiver vivendo um relacionamento que tem lhe causado mais dor do que alegria, eu sugiro que você se faça algumas perguntas e seja sincero consigo mesmo. A primeira é: você realmente ama esta pessoa? Se a resposta for não, então nem precisa responder as próximas questões. Mas se for sim, então pergunte-se: tem dado o melhor de você para tentar salvar a relação? Depois, avalie: a pessoa amada está disposta a salvá-la também? As atitudes dela demonstram um verdadeiro amor ou expressam indiferença, incompreensão e desrespeito?

Caso ambas estejam dispostas a se reconquistarem, é bem provável que consigam. Mas se só você estiver disposto a isto, o melhor a fazer é colocar um ponto final nesta história, pois um relacionamento se compõe de dois corações e nunca de apenas um!

Talvez, um dia, esta pessoa esteja pronta para viver esta relação e volte a lhe procurar, mas por enquanto, os fatos estão mostrando que não dá mais! Lembre-se que uma pessoa se apaixona por outra por causa de suas qualidades e depois, com a convivência, aprende a aceitar os seus defeitos. Então, cuide de você, expresse mais as suas qualidades, melhore seus pontos fracos, supere suas limitações e torne-se uma pessoa apaixonante.

Não desperdice a sua vida insistindo numa relação que não lhe faz crescer, que não torna você uma pessoa mais consciente e mais inteira. E nunca se esqueça que o Universo lhe dá exatamente aquilo que você acredita que merece! Portanto, trate de se valorizar e, assim, terá certeza absoluta de que você merece muito mais...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Como Se Livrar De Um Relacionamento Destrutivo



Saber viver a dois não é um atributo com o qual se nasce. O modo de se comportar no relacionamento de casal foi aprendido e influenciado pelo contexto histórico e cultural.

Em nossa sociedade um dos ensinamentos desse aprendizado é que não pode haver segredos nem barreiras entre marido e mulher, não se deve esconder nada do outro.

Crises podem ser desencadeadas, justamente, quando um dos dois manifestar desejo por mais privacidade ou mais tempo para si mesmo. E as coisas vão se complicar ainda mais se essas necessidades não for explicitada de maneira clara.

Se você diz que precisa de mais liberdade, mas não se expressa adequadamente a outra pessoa pode achar que em breve será descartada e, insegura, iniciará manobras para impedir isso.

Amor não rima com controle

Manobras de controle possuem níveis variados de complexidade e vão desde as mais superficiais como a disputa de poder sobre quem decide o sabor da pizza ou que filme ver no sábado à noite, até aquelas inadequadas cenas de ciúmes excessivo ou tentativas de controlar a vida um do outro – dentre as manobras mais conhecidas estão as chantagens emocionais e a coerção.

As conversas ficam cada vez mais desagradáveis, as cobranças cada vez irascíveis e o relacionamento se converte numa estranha dança entre a sensação de invasão de espaço e o medo de ser abandonado, ou traído, e quando o casal percebe já está em pleno terrorismo íntimo.

Relações tóxicas

Talvez você já tenha passado por um relacionamento em que aquilo que o atraiu na outra pessoa foi, pouco a pouco, sendo substituído por antipatia e indiferença. Em outras palavras, a relação se tornou tóxica e nociva.

Chamamos de toxidez relacional qualquer atitude, palavra, gesto e comportamento que desvalorize a si mesmo ou ao outro; que dispa a si mesmo ou ao outro de seus direitos, autonomia e valores pessoais.

É tóxica qualquer forma de se relacionar que precise anular, desqualificar e diminuir a si ou ao outro, para que um, ou os dois, se sinta valorizado, amado e respeitado.

Numa relação tóxica há poucas condições de crescimento afetivo, intelectual e psicológico para ambos.

Terrorismo íntimo é viciante

Pessoas que tratam a si mesmas ou ao outro dessa forma estão afetivamente imaturas.

Em parte, essa imaturidade é originada por uma autopercepção deturpada. Permanecer muito tempo em relacionamentos tóxicos retroalimenta as dificuldades autoperceptivas e faz com que a pessoa atribua pouquíssimo valor a si e, por deslocamento, pense que os outros também a vêem como ela se vê.

O pensamento e a autopercepção distorcidos fazem-na permanecer e alimentar os relacionamentos nocivos, pois, de seu ponto de vista “ruim com ele, pior sem” e que isso é o máximo que pode conseguir em termos afetivos.

E, nessa confusão de sentimentos sobre o que pensa ser amor, a pessoa pode desenvolver uma tendência a esperar que o parceiro lhe ajude a recuperar sua autoconfiança, auto-estima, que lhe atribua valor e lhe indique um caminho a seguir na vida.

Desobstrua a transmissão

A primeira coisa a fazer para sair dos relacionamentos tóxicos repetitivos é iniciar um processo de autoconhecimento que inclua descobrir como aprendeu a se relacionar e que mitos sustentam seu modo de encarar amor e casamento.

Para quem já está vivendo uma paixão é fundamental evitar mal-entendidos, enigmas e meias-verdades nas conversas de casal. Verifique se você está sendo ambíguo na hora de manifestar seus sentimentos e desejos.

É importante evitar, na medida do possível, criar fantasias de conflitos insolúveis, já temos conflitos reais de sobra a nos ocupar e exigir negociações. Criar todo um imaginário de catástrofes a partir do que pensamos que o outro está pensando, sentindo ou fazendo longe de nós é absolutamente improdutivo e desnecessário.

Quando a Traição acontece


Oh, não, ela te traiu com um macaco!

Ninguém duvida que a traição sexual acontece quando há algum tipo de insatisfação, seja ela amorosa ou física. Como seres humanos, todos nós, homens e mulheres, somos movidos pela busca incansável do prazer e fatalmente em determinados momentos nos sentiremos insatisfeitos e partiremos em busca da satisfação.

Em alguns destes momentos teremos um parceiro ao nosso lado, que por algum motivo não estará nos satisfazendo, então, é aí, neste momento que brota a semente da traição.

É muito difícil ver uma mulher trair por esporte, como a maioria dos homens faz, mulher tem que ter um motivo coerente para trair. Para mulheres geralmente o motivo é relacionado com o sentimento, traímos quando nosso parceiro não mais nos emociona, não mais arrebata o nosso coração, não mais nos realiza como mulher.

Traímos quando estamos inseguras em relação a nossos sentimentos, ou quando nos frustramos demais com o nosso parceiro. E se trairmos, dificilmente manteremos um amante por tempo indeterminado, como é de praxe entre os homens. Nós mulheres não gostamos de situações indefinidas, necessitamos de objetividade, das coisas bem resolvidas, de segurança.

Não nos satisfazemos com paliativos, como manter uma relação de aparências, podemos até aceitar isto por um tempo, mas com certeza chegará o momento em que resolveremos todas as pendências.
Geralmente o candidato em potencial para levar um chifre é o homem negligente com sua parceira, aquele que não dá atenção às suas necessidades emocionais, aquele que se recusa ao diálogo, aquele que não está atento às suas necessidades sexuais, às suas fantasias e desejos, aquele que mente demais e é descoberto em erros com freqüência, aquele que não sabe cativar e surpreender e é terrivelmente inseguro, insensível e machista.

Na verdade poucos são os motivos que levam uma mulher a trair, e são motivos bastante coerentes. Se existe alguma dificuldade no entendimento destas questões pelos homens, este fato reside apenas na capacidade que cada um terá de decifrar os códigos deste universo secreto e complexo que é o feminino.

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

"TER OU NÃO TER NAMORADO"


Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira:
basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes,
dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas,
medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade,
ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas,
de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia,
ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico
ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não
gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas
e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele;
abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança
e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas,
beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo
e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e,
de repente, parecer que faz sentido.